Trato
um pouco das minhas loucuras faz quase um ano. Entretanto a maior delas parece
não ter possibilidade de alívio. E isso não deve espantar já que o máximo da
minha insanidade é minha sanidade. Sou eu e como levo as coisas por aí, como
penso e sobrevivo, essa é minha maior deficiência em relação a essa suposta
normalidade que ainda estou em dúvida se realmente almejo alcançar.
As
camadas de pensamento com que lido a todo instante, simples e inúteis talvez,
mas raciocínios ainda assim, podem a qualquer instante desmoronar, mas eu os
firmo com apoios.
Se
for ansiedade, burrice, loucura, insegurança, não é algo simples de lidar.
Entrar debaixo do chuveiro e sair de lá com um alfabeto novo, acordar e dormir
espreitando papel e caneta para deixar tudo pronto, o máximo possível próximo a
perfeição do que propus por impulso ou obrigação.
É a
perdição.
E vem
devagarinho...
Ou já
que digo isso na verdade não tem nada de mais?
Ou...
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