Depois de muitos anos, sempre renegado ao mofo da biblioteca pública, aos sites de teorias e conhecimento, as leituras que achava que não eram feitas pela maioria, os filmes desconhecidos dos amigos, das horas que ouvia tudo que não tocava no rádio e de anos de esquisitice ele entrou na academia onde os estudos mais se pareciam com os seus.
Lá
ele descobriu que todos tinham lido mais que ele, entre o mofo das bibliotecas,
conheciam sites muito mais interessantes, tinham lido, assistido e ouvido
coisas muito mais fodas.
Um
pouco perdido, ele se deu algumas opções: poderia assentir com a cabeça aos
comentários sobre o que ele não conhecia se passar por conhecedor e correr para
entender, nem que fosse superficialmente, tudo que pudesse sobre o tal assunto
assim que saísse da conversa, poderia desviar desses assuntos como o diabo, se
existisse, fugiria da cruz que significaria alguma coisa perigosa, poderia
apenas aceitar e seguir na sua ignorância ou poderia morrer de vergonha por não
saber do que falavam e se excluir e apenas desistir.
Ele
ainda não escolheu, mas continua a sobreviver aos leões da Academia. Logo mais, notícias sobre a vida nesse mundo do “cão”.
P.s.:
Mas pensemos, afinal de contas mesmo o mínimo do conhecimento ajuda. Muito mais
quando ele é nutrido na crítica. Muito mais naquele mundinho de quem mata mais.

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